SONAR NO MEARIM: Buscas por Ágatha (6) e Allan (4) em Bacabal chegam ao 17º dia
Marinha, Exército e Força Estadual usam side scan sonar para varredura de 1 km no rio; acesso à área de buscas é restrito.
Por Maranhão Expresso
20 de janeiro de 2026 em Polícia

Foto: G1 Maranhão
As forças de segurança do Maranhão e federais intensificaram as operações no 17º dia de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde 4 de janeiro na zona rural de Bacabal (MA). Em uma ação que envolve a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Estadual de Segurança, o foco das buscas está no rio Mearim, um ponto crucial indicado após cães farejadores detectarem a presença das crianças na região.
Nesta terça-feira (20), as autoridades impuseram restrição total à entrada de pessoas que não integram a força-tarefa, incluindo a imprensa, na região do rio e na base de operações. A medida visa garantir a eficiência do trabalho, que conta com o side scan sonar, um equipamento subaquático que mapeia áreas submersas através de ondas sonoras. O sonar, que chegou a Bacabal no sábado (17) vindo do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, em Belém (PA), está sendo usado por 11 militares da Marinha para varrer um trecho de 1 km do rio Mearim. Segundo o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão, o equipamento produz imagens do leito e da coluna d’água, permitindo identificar anomalias que aceleram as buscas.
Paralelamente às buscas no rio, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), com uma comissão de oito delegados e investigadores, segue apurando o caso. Na segunda-feira (19), agentes da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) visitaram o povoado São Raimundo para ouvir pescadores na condição de testemunhas. As buscas no Mearim foram intensificadas após o relato de Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças e resgatado há 12 dias. Ele indicou que esteve com os primos em uma estrutura simples chamada “casa caída” às margens do rio. O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, confirmou que os cães farejadores indicaram a presença das crianças no local e desceram uma ribanceira em direção ao rio durante as buscas.
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