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Polícia investiga morte de empresária após lipoaspiração em clínica particular de São Luís

Ariene Rodrigues Pereira, natural de Pinheiro, faleceu na noite de terça-feira (20); família aponta falhas e incoerências no atendimento.

22 de janeiro de 20262 min de leitura3.060 Views
ME
Por Redação MAEX
Polícia investiga morte de empresária após lipoaspiração em clínica particular de São Luís
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) iniciou uma investigação detalhada sobre a morte da empresária Ariene Rodrigues Pereira, natural de Pinheiro, no interior do Maranhão. Ariene faleceu na noite de terça-feira (20) em São Luís, após complicações decorrentes de um procedimento de lipoaspiração realizado em uma clínica particular da capital maranhense.

O caso está sob a responsabilidade do 13º Distrito Policial do Cohatrac. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, a empresária deu entrada na clínica por volta das 8h da manhã da terça-feira (20). Embora o procedimento inicialmente tenha transcorrido sem intercorrências, Ariene apresentou uma parada cardiorrespiratória súbita por volta das 18h. O relatório médico indica que manobras de reanimação foram realizadas por cerca de 90 minutos, com uso de medicações e desfibrilação, mas a paciente não respondeu aos procedimentos e a morte foi declarada por volta das 20h.

A investigação policial se aprofunda diante das alegações da família, que aponta falhas no processo. O boletim de ocorrência menciona que Ariene possuía condições clínicas pré-existentes, como hipotireoidismo e uso contínuo de medicação. Contudo, a família não obteve confirmação sobre a realização de exames ou avaliação de risco cirúrgico prévios ao procedimento. O prontuário médico só foi entregue após a chegada da advogada da vítima, por volta das 23h.

A advogada da família da vítima também afirmou que houve divergências e incoerências nas informações fornecidas, e que essas questões precisam ser apuradas para garantir que não haja injustiças para nenhum dos lados.

Nos próximos dias, o distrito policial intimará testemunhas, familiares e os profissionais responsáveis pelo procedimento, além de requisitar as perícias necessárias. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não recebeu uma denúncia formal sobre o caso, mas está realizando um levantamento inicial para avaliar as circunstâncias do ocorrido.

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