Um áudio interceptado pelo Ministério Público do Maranhão expôs um esquema de corrupção que desmontou a administração pública de Turilândia, no interior do estado. A gravação mostra uma pregoeira cobrando do prefeito uma 'recompensa' por fraudar uma licitação: uma caneta emagrecedora da marca Mounjaro.
A operação, deflagrada na semana do Natal, prendeu o prefeito, a primeira-dama, a ex-vice-prefeita e os 11 vereadores da cidade. Segundo o MP, o grupo desviou pelo menos R$ 56 milhões dos cofres públicos. As investigações apontam um sistema organizado de corrupção, com empresas de fachada, notas fiscais frias, propina e fraudes em licitações.
A cidade sente os efeitos da operação, com prédios públicos praticamente vazios. A Prefeitura de Turilândia está de portões abertos, mas quase ninguém trabalha. A Câmara de Vereadores também está silenciosa, com funcionários evitando falar sobre o assunto. A cidade está sem comando político, e a Justiça adotou uma solução inusitada para evitar a paralisação da cidade: os vereadores despacham em prisão domiciliar.



