Yuki, que significa neve em japonês, trouxe o inverno e o verão para o coração da família que o acolheu em São Luís. Com seu nome simbólico, ele representava o fogo discreto e a chama doméstica que aquecia a casa inteira.
Ele veio do Rio de Janeiro correndo, literalmente apressado, como se já soubesse que a vida seria um movimento constante de amor e compartilhamento. Durante dezessete anos, Yuki presenciou o crescimento dos filhos, as mudanças na casa e as transformações nas responsabilidades, testemunhando tudo com silêncio atento.
Com o passar dos anos, o tempo cobrou seu tributo silencioso, e Yuki começou a sentir os efeitos da idade. No entanto, mesmo curvado, ele continuou a ser um guerreiro, um guardião e uma presença constante na vida da família. Sua maior riqueza era a permanência, não como uma rocha inanimada, mas como o rio Grajaú, sempre passando e sempre ficando.



