A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do curso de Medicina Veterinária do Centro de Ciências Agrárias, desenvolveu uma pesquisa científica com o objetivo de aprimorar a precisão do diagnóstico da leishmaniose canina no estado. O estudo buscou comparar a eficácia do teste rápido imunocromatográfico com o exame imunoenzimático, conhecido como ELISA, para garantir maior confiabilidade nos resultados clínicos e auxiliar no controle da zoonose.
A pesquisa foi conduzida pelas acadêmicas Maressa Naara Neves Eloi e Maria Clara Santos Bezerra Buna, sob a orientação do professor Fábio Henrique Evangelista de Andrade, do Departamento de Patologia. Durante os experimentos, foram analisadas centenas de amostras de sangue e soro coletadas no Hospital Veterinário Universitário (HVU/Uema). Os dados revelaram que, enquanto o teste rápido apresenta alta sensibilidade para triagem inicial, o método ELISA demonstrou maior precisão na confirmação dos casos, registrando divergências em 14 amostras analisadas.
De acordo com os pesquisadores, o diagnóstico precoce é vital, uma vez que a doença é causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida pela picada do mosquito-palha. Como próximos passos, o grupo pretende utilizar técnicas moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), para esclarecer casos inconclusivos. Segundo a estudante Maressa Eloi:
“Melhorar as ferramentas de triagem significa diagnóstico mais rápido, decisões clínicas mais seguras e maior eficiência nas ações de controle”



