A sessão ordinária da Câmara Municipal de Caxias, realizada na última segunda-feira (11), foi marcada por um forte tumulto e interrupção dos trabalhos. A confusão começou após o vereador Catulé (PL) afirmar que um gestor público que não possui esposa ou filhos teria "menos sensibilidade" para cuidar do município, em uma referência indireta ao prefeito Gentil Neto. Segundo o parlamentar, quem possui família sentiria mais os problemas da cidade, como o atendimento em hospitais.
A declaração foi imediatamente rebatida pelo vereador Léo Barata (Solidariedade), que considerou a fala ofensiva e expôs sua vida pessoal no plenário.
“Eu aceito qualquer um falar da administração, mas falar da vida pessoal eu não aceito não. Eu tenho um marido e sou casado. Qual é o problema?”, destacou Barata. Em resposta, Catulé utilizou o termo “frescura” para classificar a discussão e afirmou que manteria seu posicionamento sobre a composição familiar dos gestores.
Após a troca de acusações, a transmissão oficial da sessão foi cortada, mas registros feitos por celulares mostram que a disputa evoluiu para empurrões e quase agressão física entre os parlamentares. Outros vereadores precisaram intervir para conter os ânimos. Léo Barata afirmou que levará o caso à Justiça, enquanto a Câmara Municipal de Caxias divulgou nota informando que ainda avalia os fatos e não se manifestará no momento.



