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Tragédia Ambiental: Mais de 350 Periquitos Morrem Após Queda de Eucalipto no MA

Queda de árvore de 32 metros em Lajeado Novo, durante tempestade, vitimou as aves; sobreviventes estão sob cuidados do Ibama em São Luís.

31 de janeiro de 20262 min de leitura2.686 Views
ME
Por Redação MAEX
Tragédia Ambiental: Mais de 350 Periquitos Morrem Após Queda de Eucalipto no MA
Foto: Foto: G1 Maranhão
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Uma tragédia ambiental chocou o sudoeste do Maranhão após a queda de um pé de eucalipto vitimar fatalmente mais de 350 periquitos. O incidente ocorreu durante uma forte tempestade na quinta-feira (29), no povoado Passagem Boa, em Lajeado Novo. A árvore, que tinha cerca de 32 metros de altura, era utilizada pelas aves como abrigo noturno. A violência da queda impediu a reação dos pássaros, resultando em um cenário de destruição e morte em massa.

O resgate das aves foi coordenado após o acionamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pelo médico-veterinário e professor da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), Leonardo Moreira. Ele explicou que, inicialmente, suspeitou de um raio, mas a ausência de queimaduras na árvore indicou que a causa foi a ventania. Das 27 aves resgatadas com vida, três morreram durante o transporte de Imperatriz para São Luís na madrugada de sexta-feira (30). O especialista detalhou o estado das vítimas:

“A maioria das aves tinha sinais de fratura, principalmente nas asas, fraturas expostas muito graves; outros estavam desorientados, sem reação, com sinais de trauma crânio-encefálico ou choque hemorrágico.”

O professor Leonardo Moreira explicou que os periquitos, sendo aves diurnas, tendem a ficar imóveis e aglomerados durante o descanso noturno para se protegerem da predação. A velocidade da queda da árvore, somada ao fato de muitas estarem no lado que tocou o solo, impediu que tivessem tempo de voar. Outro fator que pode ter contribuído é a dificuldade de voo quando as penas ficam encharcadas, devido ao mecanismo de impermeabilização menos eficiente da espécie. As aves sobreviventes seguem sob cuidados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em São Luís, e apresentam evolução no quadro clínico.

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