O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decidiu, nesta terça-feira (14), elevar para 22 anos de reclusão a pena de Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como "Júnior do Nenzin". Ele foi condenado pelo assassinato do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o "Nenzim". A decisão da 1ª Câmara Criminal reformou a sentença anterior de 16 anos, proferida em maio de 2025, por considerar o montante insuficiente diante da gravidade do caso.
Durante o julgamento, os desembargadores rejeitaram o recurso da defesa, que buscava a anulação do júri popular, e atenderam aos pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação. Os magistrados apontaram falhas no cálculo inicial da pena e destacaram agravantes fundamentais, como:
- Culpabilidade e personalidade do agente;
- Circunstâncias e consequências negativas do crime;
- O fato de a vítima ser idosa.
As investigações da Polícia Civil indicaram que a motivação do assassinato estaria ligada ao roubo de cabeças de gado da propriedade da vítima para o pagamento de dívidas com agiotas. Atualmente, Júnior do Nenzin cumpre a pena em regime fechado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A Corte reforçou a manutenção da condenação com base no princípio da soberania dos veredictos, destacando que as provas, incluindo imagens de câmeras de segurança, sustentam a decisão soberana dos jurados.



