A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro atingiu 37,5% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o que representa 38,5 milhões de trabalhadores informais. Esse é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2020, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, explicou que a queda da informalidade é resultado da retração da taxa de emprego sem carteira no setor privado e da expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria. Ela também ressaltou que, excluindo o período da pandemia, o atual é o momento de melhor qualidade do emprego existente em toda a série do IBGE.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada ficou em 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e avanço de 2,1% no ano. Já o total de empregados sem carteira no setor privado ficou estável, em 13,4 milhões. A pesquisa também mostrou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% na comparação anual.


