A condenação, por unanimidade, dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) encerra uma investigação iniciada em 2020 sobre um esquema de cobrança de propina ligado à destinação de emendas parlamentares.
O caso começou após denúncia do então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, que relatou à Polícia Federal ter sido pressionado a pagar cerca de R$ 1,6 milhão para viabilizar o envio de aproximadamente R$ 6,6 milhões em recursos públicos para a saúde do município. A estrutura do esquema apontou para uma atuação organizada, com divisão de tarefas, tendo Josimar Maranhãozinho como líder.
Os ministros da Primeira Turma do STF condenaram os réus por corrupção passiva, com Josimar Maranhãozinho recebendo uma pena de 6 anos e 5 meses de prisão e Pastor Gil, 5 anos e 6 meses de prisão, ambos em regime semiaberto. Além disso, eles foram declarados inelegíveis e terão que pagar, de forma solidária, R$ 1.667.730 por danos morais coletivos.



