Na manhã desta quinta-feira (7), a Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, tendo como um dos principais alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar, que ocupou o cargo de ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, é investigado em um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abrangendo ações no Distrito Federal e nos estados do Piauí, São Paulo e Minas Gerais.
Ao todo, os agentes federais cumprem um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. Além das diligências físicas, a decisão do STF determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões. Esta nova etapa busca aprofundar as investigações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, sendo um desdobramento de fases anteriores que já resultaram na prisão do ex-presidente de um banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro.
Em nota oficial, a defesa de Ciro Nogueira afirmou repudiar qualquer ilação de ilicitude e destacou que o parlamentar está à disposição da Justiça para esclarecimentos. Os advogados criticaram o uso de medidas invasivas baseadas em trocas de mensagens de terceiros, afirmando que:
medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade. O histórico da Operação Compliance Zero já acumula 96 mandados de busca e bloqueios patrimoniais que ultrapassam R$ 27 bilhões.



