A CPI do Crime Organizado no Senado Federal não terá seu prazo prorrogado e deve encerrar as atividades oficialmente na próxima semana. A decisão foi confirmada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e comunicada pelo relator da comissão, o senador Alessandro Vieira. Com o encerramento, o colegiado finaliza seus trabalhos no dia 14 de abril, data em que também será apresentado o relatório final das investigações conduzidas pelo grupo.
O senador Alessandro Vieira havia formalizado um pedido de extensão de prazo na última segunda-feira (6), contando com o apoio de 28 parlamentares. No entanto, Alcolumbre rejeitou a solicitação sob a justificativa de evitar possíveis impactos no cenário eleitoral. Segundo o relator, o documento conclusivo será elaborado com base nas informações coletadas ao longo dos meses de atuação da comissão, que visava aprofundar o diagnóstico sobre facções criminosas e milícias. Entre os pontos que justificariam a prorrogação estavam:
- Grande quantidade de documentos coletados e necessidade de cruzamento de dados;
- Intenção de ouvir mais investigados e autoridades;
- Necessidade de tempo para analisar o volume de informações obtidas.
Instalada em novembro, a comissão enfrentou dificuldades recentes em sua fase de oitivas. Um exemplo foi o não comparecimento do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que obteve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, para não prestar depoimento nesta terça-feira. A CPI chega ao fim sob pressão e críticas de parlamentares que defendiam mais tempo para o avanço das investigações sobre o crime organizado nos estados.



