A semana de 08 a 14 de março no Maranhão registrou acontecimentos intensos, desde o colapso parcial do transporte público em São Luís até crises ambientais e políticas. A capital enfrentou uma greve de rodoviários no sistema urbano devido ao atraso no pagamento de reajustes salariais, iniciada na sexta-feira (13). O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) já havia anunciado redução da frota alegando que a alta de 25% no óleo diesel tornou a operação inviável.
Em Buriticupu, o drama das voçorocas se agravou, com crateras ameaçando residências e o Ministério Público do Maranhão (MPMA) movendo ação de improbidade contra o secretário de infraestrutura, Lucas Rafael Pereira, por falta de transparência em obras de contenção. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de fraude na licitação das obras de prolongamento da Avenida Litorânea, envolvendo a empresa Lucena Infraestrutura Ltda, embora tenha afastado suspeitas de superfaturamento no projeto de R$ 237 milhões.
No cenário da segurança, o governador Carlos Brandão afastou Maurício Martins do cargo de secretário de Segurança Pública após a delegada Viviane Fontenele registrar boletim de ocorrência por constrangimento em reuniões. A semana também teve repercussão com a operação da Polícia Federal contra o jornalista Luís Pablo, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, e os impactos das chuvas que causaram alagamentos em Imperatriz e deslizamentos em Santa Luzia.



