A greve dos rodoviários do sistema urbano de São Luís chegou ao seu segundo dia neste sábado (14), sem qualquer previsão de retomada das atividades. O movimento, liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), foi motivado pelo descumprimento do pagamento do reajuste salarial da categoria. Enquanto a frota urbana permanece nas garagens, os ônibus do sistema semiurbano, que atendem Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, seguem operando normalmente para atender a população.
Para tentar amenizar o transtorno dos usuários, a Prefeitura de São Luís anunciou a liberação de vouchers em aplicativos de transporte para passageiros já cadastrados no sistema municipal. Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) afirmou que os repasses de subsídios às empresas estão em dia. Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) rebateu as informações, alegando que os valores estão congelados desde janeiro de 2024 e citando o aumento expressivo no preço do óleo diesel como fator de crise.
O impasse ocorre em um cenário de crise prolongada, sendo esta a segunda paralisação em menos de três meses. Diante da situação, o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) instaurou um inquérito civil para investigar falhas na prestação do serviço e possíveis irregularidades na gestão dos consórcios Central, Via SL e Upaon-Açu. Vale lembrar que a capital maranhense já enfrentou dez paralisações nos últimos seis anos, incluindo um movimento histórico que durou 43 dias no ano de 2022.



