Chamam-na de guerreira há décadas. O apelido nasceu muito antes da sua maior batalha, antes do diagnóstico positivo, antes da invasão ao corpo das sessões de quimioterapia, antes mesmo das cirurgias que a vida lhe trouxe a enfrentar. No Maranhão, dizer “Roseana” sempre foi dizer resistência.
Desde que revelou o diagnóstico de câncer de mama triplo negativo, Roseana Sarney passou a lutar longe dos palanques, dos discursos longos, das multidões. A guerra acontece no corpo. E, sobretudo, na alma.
No Maranhão, terra de mulheres que sustentam o mundo com mãos firmes e olhar sereno, essa luta ganha sentido coletivo. Quantas guerreiras anônimas enfrentam a mesma doença nos hospitais públicos, nos corredores frios, nas casas simples? Quando Roseana expõe sua fragilidade, ela também ilumina essas histórias invisíveis.



