Após mais de 24 horas de paralisação, os rodoviários da empresa 1001 começaram a receber, neste domingo (25), os salários e benefícios que estavam em atraso. O movimento, que teve início na sexta-feira (23), afetou o funcionamento de 15 linhas de ônibus na Grande Ilha de São Luís, deixando mais de 10 bairros sem transporte público durante o sábado (24), incluindo Ipem Turu, Parque Vitória, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira, Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha.
O protesto foi motivado pela falta de pagamento do décimo terceiro salário, do tíquete-alimentação referente ao mês de dezembro e do adiantamento salarial de janeiro, que deveria ter sido depositado no último dia 20. De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, o movimento não foi organizado pelo sindicato, mas partiu diretamente dos funcionários da empresa. Ele ressaltou que, embora alguns rodoviários tenham retornado ao trabalho, a circulação total da frota de ônibus da 1001 depende da regularização completa dos salários em atraso.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) considerou o movimento ilegal e abusivo, alegando que a paralisação não havia sido comunicada oficialmente pelos trabalhadores. Este episódio representa a terceira paralisação dos rodoviários da 1001 nos últimos dois meses por conta dos salários atrasados. As negociações com o SET, inclusive, não têm avançado para a nova Convenção Coletiva de Trabalho para 2026, e o sindicato dos trabalhadores avalia que, caso não haja acordo, a paralisação de todo o sistema de transporte público da Grande São Luís pode ser adotada.



