O policial militar Michael Bruno Lopes Santos e a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foram presos nesta quinta-feira (7), sob a acusação de agredirem uma trabalhadora doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses. O crime ocorreu no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís. Enquanto o policial se entregou voluntariamente à polícia, a empresária foi capturada em Teresina, no Piauí, em uma ação conjunta das forças de segurança que, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), visava impedir sua fuga.
A investigação, conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, detalha que a vítima foi submetida a uma série de violências, incluindo puxões de cabelo, socos e chutes, após ser acusada do desaparecimento de um anel. De acordo com o depoimento da jovem, as agressões continuaram mesmo após o objeto ser localizado em um cesto de roupas sujas. Áudios atribuídos à empresária chocaram a opinião pública ao descreverem o episódio como um "massacre" e afirmarem que a vítima "não era para ter saído viva".
Além das prisões, o caso gerou o afastamento de quatro policiais militares que atenderam a ocorrência inicialmente. A medida foi tomada após a divulgação de mensagens onde Carolina Sthela afirmava não ter sido conduzida à delegacia no dia do fato por conhecer um dos agentes. A OAB classificou o episódio como tortura agravada. A defesa da empresária nega a tentativa de fuga e pede que não haja julgamento antecipado, enquanto a Corregedoria da PMMA apura a conduta de Michael Bruno.



