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PGR arquiva pedido da oposição para afastar Dias Toffoli de investigação sobre o Banco Master

Paulo Gonet, procurador-geral, decidiu pelo arquivamento da representação que alegava suspeição do ministro do STF no caso Compliance Zero.

22 de janeiro de 20262 min de leitura3.162 Views
ME
Por Redação MAEX
PGR arquiva pedido da oposição para afastar Dias Toffoli de investigação sobre o Banco Master
Foto: Foto: Imirante
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Em uma decisão de alto impacto institucional, a Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou o arquivamento do pedido da oposição que visava o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria da investigação que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero. A determinação foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, no último dia 15 de janeiro.

A representação havia sido protocolada por deputados federais, que sustentavam haver possível impedimento ou suspeição do ministro para conduzir o caso. Entre os parlamentares que assinaram a solicitação estavam Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). O cerne da acusação residia no fato de que Toffoli teria participado de uma viagem a Lima, no Peru, em novembro de 2025, na mesma aeronave utilizada pelo advogado Augusto Arruda Botelho. Este advogado é defensor de Luiz Antônio Bull, diretor de compliance do Banco Master e investigado no inquérito, o que, segundo os deputados, poderia comprometer a imparcialidade do relator.

Ao decidir pelo arquivamento, Gonet justificou que os fatos relatados já estão sob análise no âmbito do próprio STF, com acompanhamento regular da Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral afirmou:

“O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento.”
Apesar do entendimento da PGR de que não caberia nova atuação administrativa, a condução da investigação segue sendo alvo de críticas no Congresso, com o senador Eduardo Girão (Novo-CE) tendo encaminhado uma nova representação à PGR, sustentando que as circunstâncias levantariam dúvidas sobre a imparcialidade do ministro.

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