A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (7), a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeitos de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A empresária foi localizada em um posto de gasolina em Teresina, no Piauí, em uma suposta tentativa de fuga, enquanto o PM se apresentou às autoridades na capital maranhense após ter a prisão preventiva decretada.
Segundo o depoimento da vítima, as agressões incluíram socos, murros e puxões de cabelo, ocorridos após ela ser acusada injustamente do roubo de um anel, que foi posteriormente encontrado em um cesto de roupas sujas. Áudios obtidos pela investigação mostram a empresária descrevendo o ataque como um "massacre" e afirmando que a jovem "não era para ter saído viva". Pelo período de pouco mais de duas semanas de trabalho, com jornada de 10 horas diárias e acúmulo de funções, a doméstica recebeu apenas R$ 750, valor que não supre os custos básicos de um enxoval em São Luís, avaliado entre R$ 1,6 mil e R$ 3 mil.
O desdobramento do caso também atingiu a corporação militar, com o afastamento de quatro policiais que atenderam a ocorrência inicial e não conduziram a suspeita à delegacia. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que Carolina Sthela já responde a mais de dez processos, incluindo uma condenação por calúnia contra uma ex-babá. Enquanto a defesa da empresária nega a intenção de fugir e repudia a violência, a assessoria jurídica do PM Michael Bruno afirma que ele nega qualquer participação nas agressões físicas relatadas pela vítima.



