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Ônibus urbanos voltam a circular em São Luís após 8 dias de paralisação; pagamento de salários é garantido

Acordo com MP-MA, Prefeitura e empresários estabelece prazo até terça-feira (10) para quitar atrasados; Justiça nega pedido de aumento de subsídio.

7 de fevereiro de 20262 min de leitura3.604 Views
ME
Por Redação MAEX
Ônibus urbanos voltam a circular em São Luís após 8 dias de paralisação; pagamento de salários é garantido
Foto: Foto: G1 Maranhão
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O caos no transporte público de São Luís chegou a um ponto de inflexão neste sábado (7). Após longos oito dias de paralisação, os ônibus que compõem o sistema urbano voltaram a circular nas primeiras horas da manhã na capital maranhense. A retomada das atividades só foi possível graças a um acordo estabelecido em reunião que envolveu o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), empresários do setor e a Prefeitura de São Luís, sob a condição expressa de que os salários atrasados seriam integralmente quitados.

O acordo, formalizado na sexta-feira (6) na sede das Promotorias de Justiça do Consumidor, determinou que o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores do sistema urbano deve ser efetuado até a próxima terça-feira (10). A fragilidade da situação, no entanto, é evidente: o texto estabelece uma cláusula de risco, indicando que, caso o pagamento não seja cumprido no prazo, a categoria tem a prerrogativa de retomar a paralisação já na quarta-feira (11). Vale lembrar que, na quinta-feira (4), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) já havia determinado a retomada das atividades, mas a medida foi ignorada pelos rodoviários.

Paralelamente à crise salarial, a disputa financeira entre o município e as empresas segue intensa. A Justiça do Maranhão negou o pedido protocolado pelo Ministério Público para aumentar o subsídio pago pela Prefeitura de São Luís ao transporte. Atualmente, o município repassa R$ 1,35 por passageiro. O MP defendia um aumento imediato de R$ 0,80, elevando o valor para R$ 2,15 a partir de fevereiro de 2026. O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, justificou a negativa, entendendo que a concessão poderia “comprometer as finanças municipais e afetar outros serviços públicos essenciais”. Além disso, o TRT-16 informou na sexta-feira (6) que adotaria o bloqueio de bens e aplicaria uma multa de R$ 200 mil para cada empresa por descumprimento do acordo coletivo.

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