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Ônibus urbanos voltam a circular em São Luís após 8 dias de paralisação

Retomada ocorreu após acordo com MP-MA e Prefeitura que garante pagamento de salários atrasados até terça-feira (10); Justiça nega aumento de subsídio.

7 de fevereiro de 20262 min de leitura2.414 Views
ME
Por Redação MAEX
Ônibus urbanos voltam a circular em São Luís após 8 dias de paralisação
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A população de São Luís viu o retorno do transporte público urbano nas primeiras horas da manhã deste sábado (7), pondo fim a uma paralisação que durou oito dias. A circulação dos ônibus foi retomada após uma reunião crucial realizada na sexta-feira (6) entre o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), empresários e a Prefeitura de São Luís, que resultou na garantia do pagamento dos salários atrasados dos trabalhadores do sistema.

O acordo, firmado na sede das Promotorias de Justiça do Consumidor, estabeleceu que os salários atrasados dos rodoviários devem ser quitados integralmente até a próxima terça-feira (10). Há uma condição clara e imediata: caso o pagamento não seja efetuado, a categoria poderá retomar a paralisação já na quarta-feira (11). A crise no sistema se arrasta mesmo após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter determinado, na quinta-feira (4), a retomada das atividades, medida que foi ignorada pelos trabalhadores. O TRT-16, inclusive, informou que adotaria o bloqueio de bens das empresas por descumprimento de acordo, aplicando multa de R$ 200 mil para cada uma.

Paralelamente a esta negociação de retorno, a Justiça do Maranhão negou o pedido feito pelo Ministério Público para aumentar o valor do subsídio pago pela Prefeitura de São Luís ao transporte coletivo. O MP sustentava que o valor atual de R$ 1,35 por passageiro era insuficiente e pedia um aumento imediato de R$ 0,80, elevando o total para R$ 2,15 a partir de fevereiro de 2026. A decisão de negar o aumento foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, que entendeu que a concessão do pedido poderia comprometer as finanças municipais e afetar outros serviços públicos essenciais.

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