A jornada de conciliar a vida acadêmica com a maternidade é uma realidade desafiadora para muitas mulheres no Maranhão. Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, as estudantes Victoria Moraes e Maria Benedita compartilham relatos sobre o esforço necessário para manter os estudos no curso de Relações Públicas enquanto cuidam de suas filhas, Cecília, de 4 meses, e Amélia, de 2 meses. Para Victoria, de 24 anos, a rotina exige sacrifícios diários, como estudar nos momentos que seriam destinados ao descanso.
A importância de uma rede de apoio sólida é um ponto central para a permanência dessas mães no ensino superior. Enquanto Victoria conta com o auxílio da avó materna e da madrinha da criança, Maria Benedita, de 28 anos, destaca que o suporte do companheiro, da mãe e da sogra torna a caminhada mais leve. Ela define a experiência como intensa e transformadora, ressaltando que o apoio mútuo é o que torna possível a continuidade dos planos profissionais. Conforme relatam as estudantes:
“Nossos sonhos não morrem na maternidade. É necessário seguir, tanto por nós quanto por aqueles que dependem da nossa existência.”
Em resposta aos desafios desse público, a UFMA informou que realizou, no fim de 2024, um mapeamento com 510 respondentes para identificar as necessidades de mães e gestantes. Entre as medidas de suporte oferecidas e planejadas pela instituição, destacam-se:
- Oferta de auxílio-creche pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES);
- Prioridade em editais de bolsas e ampliação do prazo de análise curricular na pós-graduação;
- Implantação de salas de amamentação e instalação de trocadores em locais estratégicos da universidade.



