O Ministério Público de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (12), que a morte do cão conhecido como Orelha não foi provocada por agressões de um grupo de adolescentes. A investigação, que gerou grande repercussão, apontou que o animal faleceu em decorrência de uma condição grave e preexistente de saúde, descartando a hipótese de crime.
Para fundamentar a decisão, o órgão realizou uma análise minuciosa de quase 2 mil arquivos, que incluíram vídeos e diversos laudos técnicos. O material coletado serviu para comprovar que o óbito não teve relação com violência externa, refutando as suspeitas iniciais que pesavam sobre os jovens envolvidos no episódio.
Diante da ausência de provas de agressão fatal, o Ministério Público já formalizou o pedido de arquivamento do caso. A medida encerra o processo investigativo sobre as circunstâncias da morte do animal, esclarecendo os fatos após o que o órgão classificou como um cenário de linchamento moral contra os adolescentes.



