O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) confirmou que a nova equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) está empenhada na finalização da denúncia contra os investigados da Operação Tântalo II. O esquema apura o desvio de impressionantes R$ 56 milhões em verbas públicas no município de Turilândia (MA). A informação foi confirmada nesta quarta-feira (14) pelo promotor de Justiça Haroldo de Brito, recém-nomeado coordenador do Gaeco, em entrevista à TV Mirante.
A elaboração da peça acusatória é tratada como prioridade máxima pelo procurador-geral de Justiça, visando dar continuidade ao trabalho iniciado pelos promotores que pediram exoneração coletiva no fim de semana. Essa saída em massa ocorreu após a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) emitir um parecer favorável à soltura de todos os investigados presos, um posicionamento que, segundo os promotores que deixaram o grupo, contrariava o entendimento técnico e as provas robustas reunidas durante a investigação. O novo coordenador, Haroldo Paiva de Brito, destacou que a nova equipe está sendo formada com base no perfil técnico adequado para a função investigativa.
A Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro, investiga uma organização criminosa que se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia, envolvendo o prefeito Paulo Curió, a vice-prefeita Tânia Mendes, empresários, servidores e 11 vereadores. Os promotores que se desligaram do Gaeco afirmaram que a divergência com a PGJ enfraquece a atuação institucional no combate ao crime organizado. Apesar do parecer favorável à soltura emitido pelo MP-MA, a Justiça do Maranhão, por meio da desembargadora Graça Amorim, negou na segunda-feira (12) o pedido de liberdade para a maioria dos acusados, mantendo as prisões preventivas e demais medidas cautelares impostas.



