Cerca de 300 moradores da Vila Maranhão, em São Luís, têm previsão de retorno às suas residências ainda nesta sexta-feira (20). A medida ocorre após a desocupação forçada devido a um vazamento de fertilizantes, como sulfato de amônia e ureia, provenientes da empresa Valen. O retorno foi condicionado ao cumprimento de determinações judiciais estabelecidas em audiência no Fórum Sarney Costa, envolvendo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), Defesa Civil e órgãos ambientais.
Ao todo, 77 famílias foram impactadas pelo desastre ambiental, relatando sintomas como coceiras na pele, agravamento de doenças respiratórias e desconforto pelo forte odor. Segundo relatórios técnicos da Sema e da Semurh, o material tóxico atingiu a comunidade após chuvas lavarem maquinários que estavam sem proteção. Para garantir a segurança, a Justiça determinou que as atividades da empresa ocorram apenas em áreas cobertas, com as seguintes exigências:
- Implantação de sistemas de contenção e decantação;
- Instalação de uma estação de tratamento para reduzir riscos ambientais;
- Dobro da oferta de caixas d’água e água mineral para os afetados.
Uma nova vistoria técnica está agendada para a próxima terça-feira (24) para acompanhar a retirada total do material contaminado, embora o odor já não seja sentido na região. A empresa Valen segue proibida de retomar atividades com fertilizantes sem autorização prévia. Em 30 dias, uma nova audiência será realizada para que o Estado, o Município e a comunidade apresentem a estimativa dos danos ambientais e discutam um acordo definitivo de reparação.



