No quintal simples, perto do fogo aceso, duas mulheres conversavam enquanto dobravam tecidos já gastos pelo uso. Uma era jovem, a outra carregava no rosto as marcas do tempo e da espera.
Maria, de Nazaré, passava os dedos devagar sobre um pano listado quando Isabel a observou em silêncio. Havia algo naquela moça que inquietava e acalmava ao mesmo tempo.
Maria confessou ter medo de não conseguir proteger seu filho do mundo. Isabel suspirou fundo, como quem reconhece uma dor antiga, e disse que nenhuma mãe consegue completamente.



