Corpos dilacerados por minas, soterrados ou devorados por porcos e cachorros desaparecem no silêncio de uma guerra que transforma a morte de brasileiros e de soldados de outras nacionalidades em lucro e negócio rentável.
Um baiano que prefere se manter no anonimato, de 38 anos, descreve ao retornar da Ucrânia, onde atuou por meses como combatente na guerra contra a Rússia, que além de enfrentar diariamente o inferno da guerra e conviver com o medo constante de morrer ou perder companheiros de front, os soldados ainda lidam com uma prática cruel coordenada por compatriotas: mortos são registrados como ‘desaparecidos úteis’, garantindo pagamentos e benefícios para unidades militares, enquanto famílias vivem o luto suspenso, a angústia do silêncio e a impossibilidade de dar um enterro digno a seus entes queridos.
Na extensa lista de brasileiros mortos na guerra, muitos jovens de diferentes regiões do país. Entre eles consta na lista do baiano pelo menos um nome de São Luís do Maranhão: o jovem Francisco Elton de Araújo.



