Entre os meses de janeiro e abril de 2026, o estado do Maranhão contabilizou 943 internações decorrentes de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Os dados, extraídos do painel Monitora Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), revelam um cenário preocupante, especialmente para crianças e indivíduos que não completaram o esquema vacinal. Do total de hospitalizações registradas no período, 230 casos foram confirmados como infecções por influenza.
A situação é crítica entre o público jovem: 641 internações ocorreram entre crianças e adolescentes de até 15 anos, sendo que 171 desses episódios foram causados pelo vírus da gripe. O médico infectologista Bernardo Wittlin ressalta que a ausência de imunização é um fator determinante para o agravamento do quadro clínico. Segundo o especialista:
"Toda a prevenção que é feita por meio da vacina tem como foco principal esses grupos. Então, de fato, acontece com uma certa frequência que os casos graves de Covid-19 que a gente ainda vê [...] são em geral pessoas não vacinadas."
A baixa adesão às campanhas de vacinação é um ponto de alerta para as autoridades sanitárias maranhenses. Atualmente, apenas 25% do grupo prioritário, o que representa cerca de 384.491 pessoas, recebeu o imunizante contra a influenza. A cobertura vacinal detalhada por segmento aponta:
- Crianças: 21,99% de cobertura (118 mil doses aplicadas);
- Idosos: 26,27% de cobertura (aproximadamente 236 mil pessoas);
- Gestantes: 41,45% de cobertura (28.667 doses aplicadas).
Em 2025, o estado registrou 2.421 óbitos por pneumonia e influenza, sendo 28 mortes relacionadas à Covid-19.



