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Maranhão Lidera Ranking Nacional de Trabalho Informal com Taxa de 58,4% em 2025

Dados do IBGE revelam que cerca de 60% da população busca o empreendedorismo autônomo como solução imediata para garantir o sustento familiar no estado.

16 de janeiro de 20262 min de leitura2.686 Views
ME
Por Redação MAEX
Maranhão Lidera Ranking Nacional de Trabalho Informal com Taxa de 58,4% em 2025
Foto: Foto: G1 Maranhão
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O cenário econômico do Maranhão em 2025 foi marcado por um recorde preocupante: o estado alcançou o topo do ranking nacional de trabalho informal. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de informalidade no Maranhão subiu para 58,4%, consolidando a realidade de que a maior parte da população ativa busca o sustento fora do regime de carteira assinada.

Com aproximadamente 60% da população sem vínculos formais de emprego, a busca pelo empreendedorismo autônomo se estabeleceu como a principal fonte de renda para inúmeras famílias maranhenses. Essa realidade é vivida diariamente por trabalhadores como Geniel da Silva Santos, dono de um trailer, cuja rotina é intensa. Em dias movimentados, ele chega a vender entre 70 a 100 pastéis, refletindo a necessidade de agilidade para atender a clientela.

“A gente tem que trabalhar na correria, todo dia a gente está aqui, faz o possível para abrir às 17 horas da tarde. Já tem clientes que já estão esperando, vamos lá, que às 17 horas está aberto. A gente está aqui na correria para atender a clientela.”, relata Geniel da Silva.

A diversidade das atividades comerciais autônomas é vasta. O vendedor informal Edvan Galvão, que atua desde 2018 vendendo camarão, farinha, tucupi e caranguejo em diferentes pontos, destaca a dificuldade do ofício. Ele afirma que “O empreendedor na rua tem que ter coragem, né? Porque o cara enfrentar todo dia essa correria aí não é fácil, não”.

A situação de Daniel dos Santos, vendedor informal em São Luís que comercializa mingau de milho, não é diferente. Ele também faz parte dos 58% da população autônoma e aponta a raiz do problema: “Falta de emprego, salário muito baixo, para a gente não ter casa, moradia certa. E você vendendo assim, autônomo, tem um lucro melhor, né? O desemprego é quase sempre o caminho que leva os maranhenses a optarem pelo empreendedorismo", conclui Daniel dos Santos.

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