Na última segunda-feira (4), a sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em São Luís, foi palco de uma reunião estratégica para ampliar a cooperação econômica entre o estado e a China. O encontro, promovido pelo Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial e Inovação (CODIN) em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEPE), teve como foco central a atração de novos investimentos e o fortalecimento da base industrial maranhense.
A presença de Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, deu o tom das discussões sobre o potencial logístico e a capacidade portuária do estado. Segundo dados do Observatório da Indústria, em 2025, o Maranhão exportou US$ 1,71 bilhão para a China, impulsionado principalmente pela soja, celulose e minério de ferro. O vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, destacou que a meta agora é avançar além das matérias-primas:
O Maranhão possui infraestrutura logística competitiva, tanto para exportação quanto para importação, e pode se tornar também um polo de produtos industrializados.
Além do peso das commodities, o setor tecnológico também esteve em pauta. Rogério Luís Veríssimo Cruz, diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), ressaltou iniciativas para o fortalecimento do Centro de Lançamento de Alcântara. A articulação entre o setor produtivo e o poder público, representada pelo secretário adjunto da SEDEPE, José Domingues Neto, visa consolidar o Maranhão como um ambiente competitivo para novos empreendimentos e parcerias internacionais estratégicas.



