Nos primeiros três meses de 2026, cerca de 222 comunidades rurais foram atingidas por pulverização de agrotóxicos no Maranhão, de acordo com um levantamento do Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino em Geografia da Universidade Federal do Maranhão (Lepeng-UFMA).
Os dados mostram que janeiro foi o mês mais crítico, com 142 comunidades afetadas, número superior ao registrado em todo o ano de 2025. Em fevereiro, houve uma queda nos registros, mas especialistas alertam que isso pode estar ligado à subnotificação causada por medo e dificuldade de denúncia.
Os municípios mais afetados incluem São Benedito do Rio Preto, Chapadinha, Brejo, Anapurus e Timbiras. Além disso, a maior parte das áreas atingidas está concentrada em comunidades vulneráveis, com mais de 75% dos casos envolvendo populações tradicionais, quilombolas e indígenas.



