No Maranhão, a rotina entre cuidar e criar tem se transformado em um promissor caminho profissional para muitas mulheres. De acordo com levantamento do Sebrae, até 71% das microempreendedoras individuais iniciam seus negócios após a maternidade, motivadas pela busca por autonomia financeira e flexibilidade de horários. Complementando esse cenário, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que cerca de 78% das mulheres empreendedoras decidiram abrir suas empresas após se tornarem mães.
Um exemplo de destaque em solo maranhense é a trajetória de Letícia Almeida, mãe de Ricco, de 12 anos, e Isis, de 8 anos. A necessidade surgiu quando ela descobriu que seu primogênito possuía Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). Após anos testando receitas em sua própria cozinha para garantir a inclusão do filho, ela fundou, em 2014, a Cozinha Letícia Almeida Sem Leite e Ovos, que hoje oferece bolos personalizados, doces e kits festa voltados para crianças com restrições alimentares.
Segundo Édila Neves, diretora de Administração e Finanças do Sebrae, negócios liderados por mulheres movimentam redes de apoio e inspiram outras famílias. Para Letícia, o empreendimento representa acolhimento e segurança para quem convive com limitações em celebrações. Ela destaca que, embora o equilíbrio entre a gestão e a rotina familiar seja um desafio diário, a maternidade revela uma força única:
"Minha mensagem para outras mães é que não diminuam a força que possuem. Muitas vezes estamos cansadas, divididas, cheias de culpa, mas estamos fazendo muito", reflete a empreendedora.



