O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Washington para uma reunião decisiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para esta quinta-feira (7). O encontro tem como um de seus eixos centrais a discussão sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano, uma medida que vem sendo debatida pela gestão Trump desde o ano passado dentro de sua política de combate ao narcotráfico.
A proposta dos Estados Unidos visa dar a grupos como o PCC e o Comando Vermelho o mesmo tratamento jurídico e operacional aplicado a cartéis de drogas de outros países latino-americanos. Segundo autoridades americanas, integrantes do PCC já foram identificados em estados como Flórida, Nova York e Massachusetts. Caso a classificação seja oficializada, a legislação dos EUA permitirá sanções severas, incluindo o bloqueio de bens, restrições financeiras e a ampliação da cooperação internacional em ações de segurança.
O governo brasileiro, por outro lado, sustenta que essas organizações não se enquadram na Lei Antiterrorismo nacional, que exige motivação ideológica ou política para tal tipificação. Auxiliares do Palácio do Planalto avaliam que a mudança poderia abrir precedentes para intervenções sob a justificativa de segurança internacional. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o Brasil pretende reforçar que o combate ao crime já é prioridade e que a melhor saída é a ampliação da cooperação contra o crime organizado transnacional.



