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Justiça do MA mantém presos prefeito e primeira-dama de Turilândia por desvio de R$ 56 milhões

Desembargadora Graça Amorim rejeita pedidos de soltura e de prisão domiciliar, exceto para pregoeira diagnosticada com câncer.

12 de janeiro de 20262 min de leitura3.196 Views
ME
Por Redação MAEX
Justiça do MA mantém presos prefeito e primeira-dama de Turilândia por desvio de R$ 56 milhões
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) manteve a prisão da maioria dos investigados na Operação Tântalo II, que apura um esquema de desvio de R$ 56 milhões no município de Turilândia. A decisão, proferida nesta segunda-feira (12) pela desembargadora Graça Amorim, rejeitou o parecer favorável à liberdade provisória emitido pelo Ministério Público do Estado no fim de semana. Com isso, o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió e os demais suspeitos de integrar a organização criminosa seguem detidos.

A magistrada decidiu manter as prisões preventivas — além de prisões domiciliares com monitoramento eletrônico para vereadores e afastamento de cargos públicos — por entender que os acusados ainda representam risco e que medidas mais leves não seriam suficientes para impedir que o grupo continuasse agindo. Pedidos de prisão domiciliar baseados no Estatuto da Primeira Infância, feitos por Eva Curió e pela vice-prefeita Tanya Karla Mendes, foram negados. A desembargadora considerou a situação “excepcionalíssima”, citando que parte do dinheiro desviado era usado para pagar despesas das próprias crianças, ferindo o “melhor interesse do menor”.

A única exceção na decisão judicial foi a pregoeira do município, Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, que recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por motivos humanitários, após ser diagnosticada com câncer de útero. Paralelamente, a decisão do TJ-MA ocorreu em meio a uma crise interna no Ministério Público. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) pediram exoneração coletiva nesse domingo (11), após a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados, um posicionamento que, segundo os promotores, enfraquece a atuação institucional no combate ao crime organizado.

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