A Justiça do Maranhão determinou, na noite de sexta-feira (10), que a empresa de ônibus Expresso Rei de França, integrante do Consórcio Via SL, realize o pagamento direto dos salários de 110 trabalhadores em São Luís. A decisão, proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Ilha, abrange motoristas, cobradores, mecânicos, porteiros e funcionários administrativos que ainda não receberam os valores referentes a janeiro de 2026.
A medida visa garantir o recebimento dos proventos e evitar possíveis desvios, proibindo que recursos provenientes de passagens, vale-transporte e passe escolar sejam utilizados para quitar dívidas bancárias. A Expresso Rei de França é alvo de investigações por supostas irregularidades financeiras, incluindo a suspeita de um sócio oculto. Relatórios indicam que Willame Alves dos Santos, registrado como administrador e beneficiário do Bolsa Família até janeiro deste ano, teria recebido cotas de R$ 3 milhões de Débora Piorski Ferreira, filha de Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, apontado como o verdadeiro proprietário.
O magistrado também autorizou a liberação de valores bloqueados em conta judicial e determinou a abertura de inquérito policial para apurar os fatos. Uma nova audiência foi agendada para a próxima terça-feira (14), às 10h30, com a participação do Ministério Público, da Prefeitura de São Luís, sindicatos e representantes dos consórcios para discutir os desdobramentos da crise no transporte público da capital.



