A Justiça do Maranhão converteu a prisão domiciliar em preventiva para oito dos 11 vereadores de Turilândia, investigados por um esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões da prefeitura local. A decisão, proferida pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, atende a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que apontou o descumprimento de medidas cautelares que proibiam o contato entre os investigados e testemunhas.
Segundo as investigações da Operação Tântalo II, o esquema teria operado entre os anos de 2021 e 2025, envolvendo acusações de organização criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, especialmente nas áreas de Saúde e Assistência Social. O prefeito da cidade, Paulo Curió, está preso desde o fim do ano passado, sob a suspeita de comandar as irregularidades por meio de empresas de fachada. Diante da ruptura institucional, o governo estadual assumiu a administração municipal.
O governador Carlos Brandão anunciou o defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor de Turilândia por um período de 180 dias. Em contrapartida, a defesa dos vereadores afirmou, por meio de nota, que recebeu a notícia com
perplexidadee reiterou que não houve qualquer descumprimento das condições impostas. Os advogados alegam ainda que não foram formalmente intimados sobre o teor da nova decisão judicial.



