A Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís determinou, nesta terça-feira (10), que 11 salões de beleza da capital maranhense se manifestem, no prazo de 72 horas, sobre denúncias de irregularidades sanitárias e falhas de biossegurança. O despacho, assinado pelo juiz Douglas de Melo Martins, é um desdobramento de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que aponta riscos graves de contaminação e acidentes para clientes e funcionários.
As investigações, conduzidas pela 11ª Promotoria de Justiça Especializada, revelaram problemas críticos como a simulação de esterilização de instrumentos perfurocortantes, uso de produtos vencidos — com casos datados de 2011 — e descarte inadequado de resíduos de saúde. Segundo o MP-MA, a negligência expõe os consumidores ao risco de contrair doenças como hepatites B e C, HIV e infecções bacterianas. Entre os estabelecimentos citados na ação estão unidades do Be Beauty, Celso Kamura, Dom Concept e Dot Beauty.
Além das questões de higiene, vistorias do Corpo de Bombeiros identificaram a ausência de certificados de aprovação e falhas em equipamentos de combate a incêndio na maioria dos locais. O Ministério Público requer a condenação dos estabelecimentos ao pagamento de R$ 100 mil cada por danos morais coletivos, totalizando R$ 1,1 milhão em multas. Confira a lista dos estabelecimentos acionados:
- Be Beauty (unidades Calhau, Olho D’Água e Ponta do Farol)
- Centro de Beleza Eunice Queiroz
- Márcia Lima Salão & Estética
- Dot Beauty
- Dom Concept Cabeleireiros
- Lushe Beauty
- Drili Beauty House
- Autier Studio
- Studium Jaqueline Mendes
- Celso Kamura São Luís



