O ex-presidente José Sarney manifestou seu apoio e entusiasmo em relação ao sistema eleitoral brasileiro, celebrando os 30 anos da urna eletrônica. Em artigo, Sarney elogiou o discurso do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que vinculou a informatização das eleições ao fortalecimento da democracia e à pureza dos escrutínios. O político maranhense relembrou sua longa trajetória, iniciada em 1954, quando as votações ainda ocorriam por meio de cédulas de papel.
Sarney detalhou o histórico de fraudes que assolavam o antigo sistema, citando o emblemático caso no município de Parnarama, no Maranhão, onde nomes fictícios como a "família Kodak" eram inventados para manipular resultados. Ele destacou que sua eleição para governador em 1965 só foi possível após uma revisão que eliminou 200 mil eleitores fantasmas. O ex-presidente recordou que incentivou a informatização em 1989, durante seu mandato presidencial, ao lado do Ministro Néri da Silveira, processo que culminou na primeira experiência com urnas eletrônicas em 1996.
Segundo o ex-presidente, a tecnologia transformou a apuração, que antes levava dias e agora é concluída em poucas horas. Sarney enfatizou que a urna eletrônica é um instrumento de cidadania e liberdade, protegendo o eleitor de pressões externas e coronelismos. Ele concluiu reafirmando a integridade do sistema:
A urna eletrônica continua virgem: ninguém maculou sua pureza.O texto celebra a marca alcançada no dia 13 de maio deste ano, quando o equipamento completou três décadas de existência.



