O Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Codó, oficializou a criação do Museu de Fósseis, Minerais e Rochas, um espaço que abriga um acervo inicial de 158 peças. O projeto, liderado pelo professor Aciel Tavares Ribeiro, é fruto de uma coleção pessoal iniciada há 15 anos e doada à instituição em 2023 para se tornar um projeto institucional de ensino, pesquisa e extensão.
Atualmente, o acervo é composto por 130 rochas e minerais e 28 fósseis, incluindo amostras raras como lítio, silício, ametistas e pirita. As peças provêm de diversas localidades, como a Serra dos Carajás (PA), Chapada do Araripe, a própria Formação Codó (MA) e até da República de Cabo Verde, na África. Segundo o professor Aciel:
Todos os fósseis são importantes, pois ajudam explicar o passado geológico da região. Sobre os minerais estratégicos presentes em solo brasileiro, temos amostras de lítio e Silício.
Além do valor acadêmico para cursos como Agronomia e Ciências Biológicas, o museu destaca a relevância econômica de Codó, polo de extração de gesso e calcário. O reitor do IFMA, Carlos Cesar Teixeira Ferreira, garantiu apoio para a expansão do mobiliário expositivo e consolidação do espaço. Para 2026, o plano inclui a busca sistemática por novos fósseis em áreas de extração e a criação de uma plataforma on-line para consulta do acervo digitalizado.



