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ICMBio estuda limitar acesso nos Lençóis Maranhenses após recorde histórico de 650 mil visitantes

O aumento superior a 400% no turismo em relação a 2019 ameaça a preservação e o título de Patrimônio Natural Mundial concedido pela UNESCO em 2024.

15 de janeiro de 20262 min de leitura3.298 Views
ME
Por Redação MAEX
ICMBio estuda limitar acesso nos Lençóis Maranhenses após recorde histórico de 650 mil visitantes
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A pressão turística sem precedentes no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (PNLM), no Maranhão, forçou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a considerar medidas drásticas. O órgão federal avalia restringir o número de visitantes para proteger o ecossistema e garantir a manutenção do prestigioso título de Patrimônio Natural Mundial, concedido pela UNESCO em 2024.

A urgência da situação é comprovada pelos dados de visitação. Em 2025, o parque registrou um recorde histórico de mais de 650 mil visitantes, representando um aumento superior a 400% em comparação com o ano de 2019. O crescimento acelerado preocupa especialistas, já que a pressão excessiva pode comprometer a experiência dos visitantes e os objetivos de conservação. O ICMBio destaca que o aumento da visitação pode gerar impactos negativos, como compactação do solo, erosão de trilhas, perturbação da fauna e aumento da geração de resíduos.

Para enfrentar essa ameaça e garantir o turismo sustentável, a administração do Parque Nacional está conduzindo um projeto piloto crucial. O objetivo é definir o Número Balizador da Visitação (NBV), um parâmetro que indicará a quantidade máxima de pessoas que a área pode suportar sem comprometer a conservação. A iniciativa conta com a participação das prefeituras de Santo Amaro do Maranhão, Barreirinhas e Primeira Cruz, além do SEBRAE e instituições como o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A equipe do parque reforça a necessidade de responsabilidade coletiva:

“Proteger o PNLM é responsabilidade de todos: ICMBio, prestadores de serviço, operadores, turistas e moradores.”
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