Vivemos um tempo estranho, onde a guerra deixa de nos surpreender e se torna uma realidade cotidiana. A dor do mundo se mistura ao nosso dia a dia, tornando-se apenas mais um ruído.
A guerra não é apenas um confronto entre Estados, mas também revela um estado moral de cada um de nós e das sociedades. Cada bomba lançada, cada ameaça militar, carrega consigo narrativas que procuram justificar o inevitável.
A indiferença não é neutralidade, ela também participa da lógica que permite que conflitos se repitam. Quando a dor do outro deixa de nos mobilizar, o mundo torna-se terreno mais fértil para a brutalidade.



