Na manhã desta sexta-feira (13), os rodoviários do sistema urbano de São Luís iniciaram uma paralisação que deixou a capital sem ônibus. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), o movimento foi motivado pelo atraso no pagamento do reajuste salarial da categoria. Enquanto o transporte urbano está totalmente parado, o sistema semiurbano, que atende São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, segue operando, mas sem acessar o Terminal da Cohab.
A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), declarou que os repasses de subsídios às empresas estão rigorosamente em dia, sem atrasos ou descontos. A gestão municipal ressaltou que as empresas não cumpriram a decisão da Justiça do Trabalho sobre a implementação do reajuste e benefícios. Como medida emergencial, foram liberados vouchers para aplicativos de transporte destinados aos usuários já cadastrados no sistema da prefeitura. Além disso, uma ação judicial foi protocolada na quinta-feira (12) pedindo a declaração de abusividade da greve e a manutenção de frota mínima.
A crise no setor ocorre simultaneamente a um inquérito do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que investiga falhas na prestação do serviço, problemas estruturais e irregularidades na gestão do sistema. Atualmente, o transporte público da Grande São Luís conta com cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores. O histórico recente de paralisações é crítico: nos últimos seis anos, a capital enfrentou ao menos dez greves, sendo a maior delas em 2022, quando o serviço foi interrompido por 43 dias.



