O vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, classificou como atípica a greve do transporte coletivo em São Luís. Ele afirmou que a paralisação vai além de uma discussão salarial, envolvendo dificuldades financeiras graves das empresas e a falta de uma proposta concreta do poder concedente, o município.
Em entrevista à TV Mirante, o magistrado explicou que a negociação ocorre em um cenário incomum, com empresas que já não cumprem obrigações trabalhistas e enfrentam risco de falência, o que torna o processo mais complexo.
“Não estamos tratando apenas de aumento de salário. Há empresas em dificuldades financeiras sérias, algumas praticamente em fase de falência, que já não cumprem obrigações trabalhistas. Isso é muito preocupante”, disse.
O desembargador também destacou a importância da presença do corpo técnico do município nas negociações, capaz de apresentar estudos e propostas financeiras que viabilizem um acordo. Ele relatou que reuniões informais entre trabalhadores e empresas ocorreram nos últimos dias justamente para tentar construir pontos mínimos que possam ser levados à mesa oficial de negociação com a participação do município.



