A população da Grande São Luís enfrentou um cenário de caos e transtornos no transporte público neste sábado (31), com a paralisação geral dos rodoviários chegando ao seu segundo dia. A greve deixou a capital maranhense completamente sem ônibus circulando, afetando mais de 700 mil pessoas que dependem do serviço diariamente. A situação se agravou pelo descumprimento de uma decisão judicial, forçando os passageiros a recorrerem a vans, carros particulares e veículos por aplicativo.
Apesar de uma liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a circulação imediata de 80% da frota, as paradas permaneceram vazias ao longo do dia. O impasse principal reside no reajuste salarial de 2026, com a categoria pedindo um aumento de até 12%. Em resposta à desobediência da ordem judicial, o TRT informou que poderá aplicar uma multa diária de até R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários, além de determinar o bloqueio de recursos da entidade em caso de persistência no descumprimento.
A crise no sistema de transporte público é antiga, tendo registrado pelo menos sete paralisações gerais nos últimos anos. Uma audiência de mediação realizada na tarde da sexta-feira (30) entre o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) terminou sem acordo. As reivindicações da categoria incluem reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. Uma nova audiência está marcada para a próxima terça-feira (4), às 9h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho, na tentativa de resolver o impasse que afeta linhas urbanas e semiurbanas.



