A paralisação parcial dos rodoviários em São Luís chegou ao seu quarto dia nesta segunda-feira (16), mantendo os ônibus do sistema urbano fora de circulação. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), a greve foi motivada pelo não pagamento do reajuste salarial de 5,5%, valor que havia sido determinado pela Justiça ainda no mês de janeiro. Sem previsão de acordo, milhares de usuários enfrentam atrasos e custos elevados com transportes alternativos nas primeiras horas da manhã.
O presidente do sindicato, Marcelo Brito, informou que a categoria não foi convocada para novas negociações e que o reajuste de R$ 151,52 sobre o salário-base de R$ 2.715,50 segue pendente. Por outro lado, a Prefeitura de São Luís afirma que os subsídios às empresas estão rigorosamente em dia e disponibilizou vouchers em aplicativos de transporte para minimizar o impacto aos passageiros já cadastrados. O município também ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a declaração de abusividade do movimento e a manutenção de uma frota mínima.
Enquanto o sistema urbano permanece parado, os ônibus semiurbanos de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar operam, mas sem entrar nos terminais de integração. O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) abriu um inquérito civil para investigar falhas estruturais, a gestão dos subsídios pagos entre 2021 e 2026 e possíveis irregularidades operacionais envolvendo o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e os consórcios Central, Via SL, Upaon-Açu e a empresa Viação Primor.



