A paralisação parcial dos rodoviários do sistema urbano de São Luís entrou em seu terceiro dia neste domingo (15), mantendo o impasse entre trabalhadores e empresas de transporte. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), o movimento foi motivado pelo atraso no pagamento do reajuste salarial acordado anteriormente. Sem previsão de acordo, a greve afeta diretamente o deslocamento na capital maranhense desde a última sexta-feira (13).
O presidente do Sttrema, Marcelo Brito, afirmou que a categoria não foi convocada para novas negociações até a manhã deste domingo. Em contrapartida, a Prefeitura de São Luís informou que os repasses de subsídios estão em dia e liberou vouchers em aplicativos de transporte para usuários cadastrados, visando reduzir os impactos. Enquanto isso, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) alega que o valor do subsídio está congelado desde janeiro de 2024, dificultando o cumprimento das obrigações financeiras.
A crise no setor também atraiu a atenção das autoridades judiciárias. O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) instaurou um inquérito civil para investigar falhas na prestação do serviço e possíveis irregularidades na gestão. Atualmente, o sistema de transporte da Grande São Luís conta com cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores. Vale destacar que os ônibus do sistema semiurbano, que atendem Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, continuam circulando, embora não entrem nos terminais de integração.



