A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como um "golpe" a condução da votação na CPMI do INSS nesta quinta-feira, que resultou na aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A ministra sustenta que houve erro na contagem dos votos pelo presidente do colegiado, Carlos Viana, e afirmou que o governo buscará meios legais para anular a decisão, alegando que a base governista detinha a maioria no momento da apreciação.
A controvérsia teve início durante uma votação simbólica, na qual Carlos Viana solicitou que os parlamentares contrários se levantassem, contabilizando sete votos divergentes em um quórum de 31 presentes. Além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pacote aprovado inclui a quebra de sigilo de Augusto Ferreira Lima. O pedido contra Lulinha foi justificado pela suspeita de atuação como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como operador de fraudes no instituto.
O anúncio do resultado gerou forte tumulto no plenário, com trocas de acusações e protestos dos deputados Rogério Correia, Paulo Pimenta e Alencar Santana. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, confirmou que recorrerá ao presidente Davi Alcolumbre para pedir a anulação da sessão. Em paralelo, parlamentares do PT anunciaram que pretendem apresentar uma representação no Conselho de Ética contra Viana, questionando a regularidade da condução dos trabalhos legislativos.


