Recentemente, CEOs de grandes construtoras viralizaram ao afirmar que o filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro, preferindo ser influencer ou motoboy. Essa questão reflete transformações estruturais no Brasil, que vão além do impacto do Bolsa Família ou de aplicativos de transporte.
Entre os fatores que contribuem para essa situação, estão a mudança nas expectativas de vida da nova geração, que busca trabalhos com maior dignidade e autonomia, e a queda na fecundidade, que pode levar a uma escassez de mão de obra no futuro. Além disso, a escolaridade média subiu, o que mudou o que uma geração inteira espera do futuro.
A construção civil ainda é um setor que carece de modernização e tecnologia, com muitas obras sendo realizadas de forma artesanal e com baixa produtividade. Para reverter esse cenário, é necessário investir em qualificação, industrialização e produtividade, além de oferecer salários e jornadas mais atraentes.



