A explosão do foguete sul-coreano Hanbit-Nano, da empresa Innospace, logo após o lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, levantou dúvidas sobre o que pode ter acontecido durante a missão. A empresa informou apenas que foi identificada uma “anomalia”, sem detalhar se o evento foi acidental ou provocado por protocolos de segurança.
Segundo o coordenador do programa de pós-graduação Aeroespacial da UEMA, Fernando Moucherek, os lançamentos de foguetes sempre são pensados de forma a não haver riscos à população em solo, caso o voo não saia como planejado. Isso envolve a consideração de diversos fatores, como velocidade, altitude, ângulo de ataque, carga útil transportada e estágios de propulsão.
O “envelope do voo seguro” é definido antes do lançamento e é um conceito adotado por agências como a NASA, estabelecendo a trajetória considerada segura, os limites de velocidade, inclinação e estabilidade, e as áreas onde destroços poderiam cair sem risco à população. A explosão do Hanbit-Nano pode ter sido resultado de uma anomalia durante o primeiro estágio, possivelmente em fase próxima ao Max Q, ou um desvio do envelope de voo seguro, levando ao acionamento automático do sistema de terminação.



