O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) deve analisar o discurso em que a deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) fez blackface na Alesp durante a sessão desta quarta-feira (18). Dezoito deputados estaduais protocolaram representação pedindo apuração por quebra de decoro parlamentar.
A representação, apresentada por parlamentares de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB, pede apuração do discurso que, segundo os autores, configura prática discriminatória e ultrapassa os limites da imunidade parlamentar. O documento sustenta que o discurso foi intencional e planejado, com objetivo de provocar reação.
Além da representação, a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) contra Fabiana Bolsonaro. A advogada Dina Alves afirmou que a prática de blackface pode ser enquadrada como crime, segundo a Lei 7.716/1989 e também como injúria racial prevista no Código Penal.



